Queens of the Stone Age – Era Vulgaris
CD bizarro e psicodélico, que melhora a cada audição.

Quinto CD de estúdio dos caras, o álbum mistura o rock’n roll cru com elementos psicodélicos. Não tem como rotular. Na primeira audição pode soar meio estranho, mas você acostuma. Desde quando Homme tomou a banda pra si, a sonoridade ficou diferente, cada vez mais alternativa e diferente. Prefiro não destacar nenhuma faixa do CD, recomendo escutar ele como um todo. Certamente vai ser uma viagem muito além da imaginação. Recomendo.
Faixas:
- “Turning On The Screw” – 5:20
- “Sick, Sick, Sick” – 3:34
- “I’m Designer” – 4:04
- “Into The Hollow” – 3:32
- “Misfit Love” – 5:39
- “Battery Acid” – 4:36
- “Make It Wit Chu” – 4:50
- “Suture Up Your Future” – 4:37
- “River In The Road” – 3:19
- “Run Pig Run” – 4:48
Formação:
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Queens of the Stone Age – Lullabies to Paralyze
CD que mostra um som meio diferente dos demais.

Com as ótimas canções da dupla Homme/Olivieri como “No One Knows” e “Go With The Flow”, o Queens of the Stone Age foi alçado ao posto de uma das mais importantes bandas da atualidade. Só que então veio a briga. Olivieri partiu, Mark Lanegan abandonou temporariamente o barco para cuidar de sua carreira solo e Dave Grohl voltou a se dedicar ao seu grupo Foo Fighters. Seria o fim do Queens of the Stone Age? “Lullabies to Paralyze”, o novíssimo álbum da banda, está aí para garantir que não e, muito mais do que isso, para afirmar que o Queens of the Stone Age ainda vai dar muitas alegrias aos seus milhares de fãs espalhados pelo mundo.
Agora tendo ao seu lado Troy Van Leeuwen (guitarra), Alain Johannes (baixo) e Joey Castillo (bateria), Homme fez do Queens of The Stone Age um grupo para chamar de seu. Ele é dono da banda e se “Lullabies To Paralyze” é desde já um dos melhores discos do ano, é exclusivamente por mérito dele. Muitos segmentos da imprensa tentaram tachar o disco como perdido e sem rumo, principalmente ao compará-lo com o aclamado “Songs For The Deaf”. É claro que “Lullabies To Paralyze” não supera o trabalho anterior, mas mesmo assim consegue manter a moral da banda lá nas alturas.
O disco é na verdade é uma viagem ao centro da mente insana de Josh Homme. Sombrio como os primeiros discos do Black Sabbath (tenho certeza que Ozzy e companhia estariam orgulhosos se tivessem gravado um disco como este na década de 70), “Lullabies To Paralyze”, que significa “Canções de Ninar para Paralisar”, parece um thriller de suspense de uma noite sem fim. O álbum abre com a sufocante “This Lullaby”, que marca o retorno de Mark Lanegan para a banda emprestando o seu vozeirão rouco de uísque e tabaco para cantar sobre abandono e solidão. Mas é só o começo do seu pesadelo, que vai ganhando contornos cada vez mais escuros em canções como “Everybody Knows That You Are Insane”, “Burn The Witch” e “You Got A Killer Scene There, Man”. Assassinos, morte, bruxas, loucura… tudo isto está presente em “Lullabies To Paralyze”, que se torna ainda mais aterrorizante com seus acordes arrastados, vozes sufocadas, gemidos abafados e arranjos sinistros. E é claro que como qualquer história de terror ou suspense sempre vem acompanhada de uma boa dose de erotismo, Josh Homme e seus novos colegas acertam em cheio em canções como “Skin On Skin” e, óbvio, na já clássica “Little Sister”, que conta com um dos solos mais econômicos e legais gravados na história recente do rock. Se você conseguiu resistir a tudo isso, o Queens of the Stone Age lhe recompensa ao final com “Long Slow Goodbye”, uma canção de redenção que te resgata das profundezas para onde você foi levado durante toda a audição de “Lullabies To Paralyze”.
Sinistro, estranho e assustador. Este é o novo Queens of the Stone Age que chega para espantar qualquer urucubaca que possam ter jogado sobre a banda. Disco pra cabra macho. E então, ficou com medo ou vai encarar?
Artigo por: Cristiano Viteck (Whiplash)
Faixas:
- “This Lullaby” (Homme/Van Leeuwen/Castillo) – 1:22
- “Medication” (Homme/Van Leeuwen/Castillo/Lanegan) – 1:54
- “Everybody Knows That You Are Insane” (Homme/Van Leeuwen/Castillo) – 4:14
- “Tangled Up In Plaid” (Homme/Van Leeuwen/Castillo/Lanegan) – 4:13
- “Burn The Witch” (Homme/Van Leeuwen/Castillo) – 3:35
- “In My Head” (Homme/Van Leeuwen/Freese/Castillo/Johannes) – 4:01
- “Little Sister” (Homme/Van Leeuwen/Castillo) – 2:54
- “I Never Came” (Homme/Van Leeuwen/Castillo) – 4:48
- “Someone’s In The Wolf” (Homme/Van Leeuwen/Castillo) – 7:15
- “The Blood Is Love” (Homme/Van Leeuwen/Castillo) – 6:37
- “Skin On Skin” (Homme/Van Leeuwen/Castillo) – 3:42
- “Broken Box” (Homme/Van Leeuwen/Castillo) – 3:02
- “You Got A Killer Scene There, Man” (Homme/Van Leeuwen/Castillo) – 4:56
- “Long Slow Goodbye” (Homme/Van Leeuwen/Castillo/Lanegan)– 6:53
Formação:
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Queens of the Stone Age – Queens of the Stone Age
CD de estréia da banda.

Após lançar um EP pela gravadora Man’s Ruin, de Frank Kozik, a banda gravou seu álbum de estréia homônimo pela Loosegroove – selo do guitarrista do PEARL JAM Stone Gossard – que foi lançado originalmente em 1998. Apesar de menos pesado que seus trabalhos anteriores, Josh mantém no Q.O.T.S.A grande parte do apelo de sua banda original, mas com um inusitado acento minimalista.
O cd abre com três faixas de peso: “Regular John”, “Avon” e “If Only” (aqui em sua versão definitiva), que formam um excelente cartão de visitas para o som do Q.O.T.S.A. Pena que a banda não consiga manter o mesmo nível de qualidade dessas faixas no restante do cd. Mesmo sendo irregular, o álbum ainda consegue ter um resultado final positivo, ficando bem acima da média, e tendo como destaque as faixas “Mexicola”, “How To Handle A Rope” e a divertida “I Was A Teenage Hand Model”, que fecha o disco. Essa faixa, diga-se de passagem, tem uma coda musical pouco recomendável para aparelhos de som e ouvidos mais sensíveis.
Artigo por: Whiplash
Faixas:
- “Regular John” – 4:35 (Homme/McBain)
- “Avon” – 3:22 (Queens of the Stone Age)
- “If Only” – 3:20 (Queens of the Stone Age)
- “Walkin’ On The Sidewalks” – 5:03 (Queens of the Stone Age)
- “You Would Know” – 4:16 (Queens of the Stone Age)
- “How To Handle A Rope” – 3:30 (Queens of the Stone Age)
- “Mexicola” – 4:54 (Queens of the Stone Age)
- “Hispanic Impressions” – 2:44 (Queens of the Stone Age)
- “You Can’t Quit Me Baby” – 6:33 (Queens of the Stone Age)
- “Give The Mule What He Wants” – 3:09 (Queens of the Stone Age)
- “I Was A Teenage Hand Model” – 5:01 (Queens of the Stone Age)
Formação:
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Série Reggae Tosco: Onda R – Charuto de Rasta.
Tá rinduuuu de queeeeeee!
Série Reggae Tosco: Canamaré – Lá vem a onda.
“Sussa, sussinha, sussê sassai
tá sossegado ô su sô seu só seu!”
Queens of the Stone Age – Rated R
Lisergia e criatividade ao extremo, só alegria:

Estamos no ano 2000, e depois de anos na undergroundinalidade, Josh Homme lança o disco Rated R, que foi muito aclamado pela crítica. O álbum chegou numa época onde o rock estava deixando a desejar, e chegou arrebentando tudo.
Foi o CD de lançamento do baixista Nick Oliveri. Pela careca e pelo cavanhaque já se percebe que o cara não é normal, enquanto Josh Homme já mostrava uma sensível evolução como vocalista.
O álbum inicia com a porrada “Feel Good Hit of The Summer”, foda demais.
Fala sério, uma musica que começa com “Nicotine, valium, vicoden, marijuana, Ecstasy and alcohol!” Sem falar do refrão “c-c-c-c-c-cocaaaaaaaaine!”, chapo o melão só de ouvir.
A brincadeira continua com “The Lost Art of Keeping a Secret”, um dos singles lançados na época. Música meio pop e com tom de suspense, mas que melhora no refrão, pregando uma intenção quem-come-quieto-come-duas-vezes: “Whatever you dooooooooooo, don’t tell anyone…”
“Leg of Lamb” é uma musica diferente e psicodélica com uma levada bem viajante. Ela abre caminho para a excelente “Auto-Pilot”, um lento blues-rock com um momento raro: Nick Oliveri sem gritaria. É ideal para aqueles momentos quentes com a sua gata, ela vai literalmente se abrir.
Dá pra perceber facilmente as influências setentistas do space/psyco rock, onde as músicas estão “coladas”. Prova disso é a transição para a alucinante “Better Living Through Chemistry”, que começa com um riff marcante e depois estoura numa psicodelia sinistra. É o tipo de música que deixa as pessoas perturbadas, e isso é ótimo!
“Monsters In The Parasol” chega com uma batida grudenta e com uma letra bizarra. Impossível não bater o pezinho! Então, aquela tradicional gritaria do nosso amigo Nick entra em cena com “Quick And To The Pointless”, que trás barulheira, backings femininos um tom bom humorado e uma camuflada conotação sexual, que beleza.
A continuação se dá com a ótima “In the Fade”, trazendo Mark Lanegan nos Vocais. Rock relaxante e prazeroso de se ouvir, com uma excelente linha de baixo. A música só não estourou porque QOTSA não é uma banda pop.
E a prova disso é a faixa “Tension Head”, trazendo novamente Nick nos vocais. Gritaria e peso na medida certa para você se jogar do 10º andar. Piração completa! Esses caras nunca me desapontam, só eles que prestam!
“Lightning Song” trás um instrumental acustico no mínimo diferente. Feita no violão 12 cordas, com percussão, baixo e piano. Contraste completo com o álbum, e são essas coisas que o enriquecem.
O CD é finalizado com a longa “I Think I Lost My Headache”. Mais de oito minutos de psicodelia
repetitiva, sinistra e perturbadora para causar danos no seu cérebro.
Quem faz músicas desse calibre não pode ser considerado normal, e Josh Homme definitivamente está
muito além da nossa imaginação.
CD altamente recomendado, muito ecletismo e bom gosto!
Faixas:
1. Feel Good Hit of the Summer
2. The Lost Art of Keeping a Secret
3. Leg of Lamb
4. Auto-Pilot
5. Better Living Through Chemistry
6. Monsters in the Parasol
7. Quick and to the Pointless
8. In the Fade
9. Tension Head
10. Lightning Song
11. I Think I Lost My Headache
Formação:
- Josh Homme – vocal, guitarra
- Mark Lanegan – vocal, guitarra
- Nick Oliveri – baixo, vocal
- Gene Trautmann – Bateria
- Nick Lucero – Bateria
O disco contou com a participação de vários outros músicos, como Chris Goss, Dave Catching, Barrett Martin, Natasha Shneider e outros.
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Créditos: www.musicaluploader.blogspot.com
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Queens of the Stone Age – Songs for the Deaf
Melhor CD de rock da história:

No mínimo uma paulada. Essa é a minha definição mais simples pra esse CD. O Queens vinha de dois ótimos trabalhos anteriores (Queens of the Stone age e Rated R) e tinham a difícil missão de melhorar o que já estava bom. Para isso, Josh Homme (Guitarra e Voz) e Nick Oliveri (Baixo e voz) convocaram o guitarrista do Screeming Trees, Mark Lanegan, e também o cara mais legal do mundo: Dave Grohl (Bateria).
O título do CD sugere que ele é feito para pessoas surdas (ou algo do gênero), mas eu garanto: até a sexta música você já vai estar acabado.
Por isso, ele já começa com a paulada “You think I ain’t worth a dollar, but I feel like a millionaire”, um rock pegado com Nick Oliveri destruindo a garganta, e quando pensam que a musica termina, ela volta! Malditas paradinhas! A empolgação é tanta que você vai querer subir no armário e dar socos no teto. Depois vem a famosa “No one knows”, e Josh Homme mostra porque é um dos caras mais fodas do rock atual. música altamente foda e digna de formatura, que tem um clipe bizarro, onde os caras da banda apanham de um canguru. Impossível ficar parado! Então, o locutor mexicano anuncia “First it Given” e ai, caiu a tua casa! Música meio assassina, um som meio diferente do que os caras costumam fazer, mas é excelente. Eu escuto essa música pelo menos umas duas vezes por semana e me pego cantado o refrão várias vezes durante o dia. Se grudou na minha mente, vai grudar na sua!
O ritimo parece que vai diminuir, então o Sr. Grohl começar a brincar no começo da faixa “A Song For The Dead”, segunda melhor música do CD. Embalada num ritimo psicodélico e com riffs de guitarra sensacionais a cada frase (e com um lindo solo no meio). A música só termina quando o animal do Dave enche a bateria de porrada. Morri.
Ressucitei ao chamado de “Sky is Falling”, música que tem um clima absolutamente dark com um toque infantil no refrão: “Close your eyes and see, the skies are falling!” Você terá motivos de sobra pra esmurrar seu irmão nesse embalo!
Depois vem “Six Shooter”, faixa rápida com punk rock, com Nick Oliveri gritando novamente sem dó da garganta. Ela abre espaço para “Hangin’ Tree”, outra melodia psicodélica com Mark Lanegan nos vocais, com sua simpática voz de zumbi de Resident Evil, traz um clima completamente dark nessa brincadeira.
“Go with the Flow”, “Another Love Song” e “Gonna Leave You” são baladinhas sensacionais que vieram pra quebrar um pouco o clima dark do CD, rock bem embalado pra todas as horas, até agora nenhuma música ruim, IMPRESSIONANTE!
“Gods in the Radio” traz o nosso amigo Mark Lanegan novamente nos vocais, dessa vez numa canção um pouco mais animada. Só achei desnecessária a “Mosquito Song”, muito tranquila pra um CD desse nível.
Mas a faixa-título do CD chega pra me espancar, jogar no chão, pisar na minha cara e cuspir nela. Melhor música do CD e uma das maiores pauladas feitas nos ultimos 10 anos. Até sua bisavó vai ressucitar, com direito a psicodelia, stoner rock, batera moendo e um Nick Oliveri doente mental gritando no fundo. Morri de novo.
Não tenho palavras pra esse CD. Simplesmente obrigatório!
Formação:
- Josh Homme – vocal, guitarra,
- Mark Lanegan – vocal, guitarra
- Nick Oliveri – baixo, vocal
- Dave Grohl – bateria
Download: Aqui
Créditos: www.musicaluploader.blogspot.com
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John Mayer Trio – Try!
CD de inauguração do Uva Mutante. Aí que eu me refiro!

Nosso amigo John juntou dois dos melhores músicos de estudio dos EUA (Steve Jordan e Pino Palladino) e montou um projeto. Esse show foi o resultado, e ficou espetacular.
Ele deixou um pouco de lado o pop e mostrou suas raízes como bluesman, tocando clássicos do blues e do rock’n roll, como Wait Until Tomorrow (Jimi Hendrix) e Out of my Mind (Ray Charles). Sem falar das excelentes composições próprias, como a abertura do CD com Who did you think I was, empolgante do início ao fim. Destaque também para Vultures, Another kind of Green, Good love is on the Way e Try!
Altamente recomendado, por ser anti-dor-de-cotovelo e pelo rock’n roll pilhante! Para ouvir a qualquer momento, no carro ou com fones de ouvido. Na minha humilde opinião, não existe nenhuma música ruim nesse CD, NENHUMA!
Nota: 9,5
Download: Rapidshare
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